Irã descarta ataque dos EUA ou Israel contra instalação nuclear

Chanceler iraniano diz que americanos seriam responsabilizados em caso de ofensiva contra programa atômico

Efe,

06 de outubro de 2008 | 09h27

O Irã descartou a possibilidade de um ataque contra suas instalações nucleares por Israel ou Estados Unidos, mas se tal ataque tivesse acontecido culparia os americanos, disse o ministro de Relações Exteriores do Irã, Manouchehr Mottaki. Em uma entrevista à revista Newsweek e ao Washington Post, jornal que publicou alguns trechos nesta segunda-feira, 6, o ministro explica que "no Oriente Médio ninguém faz nenhuma distinção entre Estados Unidos e Israel".   Mottaki chamou de positiva a incorporação de um diplomata americano de alto nível, o subsecretário de Estado William Burns, nas negociações em Genebra sobre o programa nuclear iraniano, junto com a União Européia. "O governo dos Estados Unidos deu o primeiro passo realista", afirmou, ao dizer que antes "coloca certas condições para sua presença nas conversas, (mas) a presença (de Burns) em Genebra significou que estas já não estavam em jogo".   O chanceler afirma que "os ocidentais reivindicam mais segurança e confiança", enquanto eles "sustentam que a construção da confiança é uma rua de duplo sentido". Ele declarou, além disso, que o programa nuclear do Irã é "totalmente legal" e acrescentou: "continuamos com o enriquecimento, que é nosso direito".   O chefe da diplomacia iraniana culpou o governo da Geórgia e os países que o apóiam pelo conflito armado com a Rússia, já que "calcularam mal" a reação russa à tentativa de recuperar o território separatista da Ossétia do Sul. Mottaki denunciou a aplicação de "dois pesos e duas medidas quanto à soberania de um Estado", já que em casos como o do Kosovo "certas partes, na Europa, por exemplo, se empenham em desintegrar um Estado e apoiar os eventos que conduzem a tal desenlace".

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