Irã detém dois 'falsos' jornalistas estrangeiros, diz agência

Dois estrangeiros foram presos por determinação do Judiciário do Irã porque estavam se passando por jornalistas, informou nesta segunda-feira a agência de notícias iraniana Isna, citando como fonte o procurador-geral, Gholamhossein Mohseni-Ejei.

REUTERS

11 de outubro de 2010 | 12h46

"Nós fomos informados que... os dois planejavam entrevistar a família de Sakineh Ashtiani ... Eles entraram no Irã como turistas e realizaram uma entrevista com o filho dela", disse Mohseni-Ejei, de acordo coma Isna.

A notícia da Isna não esclarece qual é a nacionalidade dos dois estrangeiros, mas o site do diário britânico Guardian disse que eles são jornalistas alemães do semanário Bild am Sonntag.

Sakineh Mohammadi Ashtiani foi condenada à morte por adultério, mas as autoridades iranianas suspenderam no início deste mês sua execução por apedrejamento depois de semanas de críticas em todo o mundo.

Ela foi condenada em 2006 e punida com a pena capital no país, que é uma república islâmica. Ashtiani também é acusada de envolvimento no assassinato do marido.

O adultério é o único crime cuja pena é a morte por apedrejamento, de acordo com a Sharia, a lei islâmica, adotada pelo Irã depois da revolução islâmica de 1979.

No Irã, a pena de morte por assassinato é o enforcamento.

(Reportagem de Hossein Jaseb)

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