Irã diz estar aberto a diálogo na questão nuclear

O Irã permanece pronto a se engajar em negociações com as potências mundiais sobre seu programa nuclear, mas somente se as outras partes demonstrarem o devido respeito, disse o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores iraniano nesta quarta-feira.

REUTERS

09 de novembro de 2011 | 14h00

"Nós sempre anunciamos que estávamos prontos para negociações úteis e positivas mas, como já mencionamos repetidamente, a condição para essas conversações serem bem-sucedidas é que iniciemos essas negociações em uma posição de igualdade e respeito pelas nações", disse o porta-voz Ramin Mehmanparast, segundo a página na Internet da TV iraniana al-Alam, que transmite em árabe.

Mehmanparast afirmou que o relatório divulgado pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) na terça-feira, citando o que definiu como evidências dignas de crédito sobre aspectos militares da atividade nuclear do Irã, era meramente o último complô dos EUA para caluniar o país, uma República Islâmica.

"Os americanos ainda pensam que para impedir uma grande nação como o Irã de alcançar seus direitos eles devem seguir o caminho errado e impor pressão à nossa nação, e apresentar projetos sem fundamento como o complô de assassinato do embaixador saudita em Washington, a questão dos direitos humanos ou pressionar a AIEA para divulgar um relatório incorreto", disse ele.

As últimas conversações entre o Irã e o grupo conhecido como 5+1, do qual fazem parte os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (EUA, Grã-Bretanha, França, China e Rússia), mais a Alemanha, foram interrompidas no começo do ano.

As iniciativas para a retomada do diálogo parecem ter se tornado mais difíceis depois da divulgação do relatório da AIEA e da acusação do governo dos EUA de que desarmou um complô iraniano para matar o embaixador da Arábia Saudita em Washington.

Mehmanparast afirmou que a retomada das conversações -- que poderiam, se bem-sucedidas, levar à redução das sanções aplicadas ao Irã - depende de gestos dos outros países.

"Nós vamos observar completamente todo o comportamento e ações do 5+1 nós vamos tomar nossa decisão final ao estudar a situação e as ações deles", disse ele. "Se nó sentirmos que a situação está pronta para conversações construtivas com cooperação, então vamos anunciar nossa resposta."

EUA, França e Grã-Bretanha disseram estar examinando a possibilidade de endurecer as sanções contra o Irã.

(Reportagem de Hossein Jaseb)

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