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Irã diz que agência da ONU pode inspecionar nova usina nuclear

O presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad disse nesta sexta-feira que a recém-revelada instalação nuclear de seu país é legal e está aberta a inspeções da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

LOUIS CHARBONNEAU E PARISA HAFEZI, REUTERS

25 de setembro de 2009 | 16h59

O mandatário disse que os EUA, a Grã-Bretanha e a França se arrependerão de acusar o Irã de tentar esconder a instalação, revelada no momento em que cresce a preocupação mundial com as ambições nucleares de Teerã.

"Não temos nenhum problemas com inspeções (da AIEA) nas instalações. Não temos nenhum temor", disse ele em coletiva de imprensa em Nova York, onde participava da Assembleia Geral da ONU.

O presidente dos EUA, Barack Obama, o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown e o presidente francês, Nicolas Sarkozy, reunidos em Pittsburgh para a cúpula do G20, fizeram uma declaração conjunta nesta sexta-feira para condenar o Irã.

Obama disse que Teerã vinha construindo a usina nuclear em segredo há anos e o exortou a prestar contas ao mundo, explicando se seu programa nuclear almeja armas ou uso pacífico.

Ahmadinejad disse que a revelação da instalação para a AIEA na segunda-feira aconteceu antes do solicitado, indicando que a usina só entrará em operação daqui a 18 meses.

"Não é um local secreto. Se fosse, por que teríamos informado a AIEA sobre ela com um ano de antecedência?", indagou Ahmadinejad. "Eles irão se arrepender desse pronunciamento."

O líder iraniano acusou as potências ocidentais de tentar se impor sobre o Irã antes do encontro do dia 1o de outubro em que se discutirá a questão nuclear.

"Os EUA, a Grã-Bretanha e a França não têm direito de questionar o Irã sobre seu programa nuclear. Somos um país como todos os outros", disse ele, ressaltando que Teerã não irã barganhar seu direito de levar o programa adiante.

Ele disse que o Irã precisa de urânio enriquecido para fins medicinais e que está disposto a comprá-lo de qualquer país que queira vendê-lo.

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