Irã diz que 'condições estão prontas' para acordo nuclear

Teerã prepara-se para dar resposta formal nesta 5ª para a proposta da ONU para enriquecer urânio no exterior

estadao.com.br,

29 de outubro de 2009 | 08h46

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, afirmou nesta quinta-feira, 29, que "as condições estão prontas" para um acordo nuclear entre o país e as potências mundiais. Segundo ele, o Ocidente mudou de uma política de "confrontação para cooperação". Ahmadinejad elogiou a perspectiva de um acordo sobre enriquecimento de urânio. O Irã prepara-se para dar uma resposta formal para a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) sobre o tema ainda nesta quinta-feira.

 

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O presidente disse que o Irã recebe bem iniciativas como "troca de combustível, cooperação nuclear, a construção de plantas e reatores de energia, e garantiu que "estamos prontos para cooperar". Ahmadinejad fez um discurso na segundo maior cidade do país, Mashhad, transmitido ao vivo na emissora estatal.

 

Segundo ele, o Ocidente já havia falado sobre "interrupção e suspensão de tudo (relativo ao programa nuclear)". Agora, porém, Ahmadinejad disse que há um ambiente de cooperação nas propostas. "As condições para a cooperação nuclear estão prontas". Ahmadinejad disse que a AIEA agora está tomando a posição que deve, "ajudando nações independentes a criar relações saudáveis com outras nações".

 

O Irã já foi alvo de três séries de sanções do Conselho de Segurança da ONU, por não interromper o enriquecimento de urânio. Ahmadinejad disse que a posição anterior do Ocidente era de "confrontação e ameaças", mas que isso agora mudou. Ahmadinejad ressaltou, porém, que o Irã não desistirá de desenvolver tecnologia nuclear. Ele garantiu que o país "não recuará um milímetro do direito da nação iraniana".

 

O regime iraniano afirma que seu programa nuclear tem apenas fins pacíficos, como a produção de energia. Para países como Estados Unidos e Israel, porém, Teerã secretamente busca desenvolver armas.

 

O processo de enriquecimento de urânio pode ser utilizado para as duas finalidades. As potências argumentam que, caso o Irã envie o urânio para enriquecimento no exterior, haveria maior controle sobre o material e diminuiriam as chances de qualquer ameaça vinda do país.

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