Irã diz que discutirá 'grupos terroristas' iraquianos com EUA

O Irã disse no domingo que quer discutiras atividades de "grupos terroristas" na próxima rodada denegociações com os Estados Unidos sobre o aumento da segurançano Iraque. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, MohammadAli Hosseini, sugeriu que a quarta rodada de negociações entreos dois velhos inimigos sobre formas de conter a violência noIraque poderá ocorrer no início do mês que vem, mas disse queainda não foi definida uma data. "Com relação aos tópicos a ser discutidos, queremos incluiras atividades de alguns grupos terroristas", disse o porta-voz,quando lhe perguntaram sobre o Organização dos Mujahideen doPovo do Irã (PMOI), que tem bases no Iraque. O PMOI, que está na lista negra dos Estados Unidos e daUnião Européia, começou como um partido islâmico de esquerda deoposição ao então xá do Irã, mas se desentendeu com os clérigosxiitas que tomaram o poder após a revolução islâmica de 1979. O braço político do PMOI -- o Conselho Nacional deResistência do Irã -- acusou na semana passada o Irã deempregar esforços para desenvolver armas nucleares, econsiderou incompleto um relatório da inteligêncianorte-americana de que o programa foi suspenso em 2003. Analistas dizem que o grupo tem pouco apoio popular no Irãporque se juntou às forças iraquianas que combateram no Irã nosanos 1980. O Irã também considera o Partido da Vida Livre do Curdistão(PJAK), também presente no Iraque, um grupo terrorista. O PJAKé um desmembramento do movimento separatista curdo, o Partidodos Trabalhadores do Curdistão (PKK), que combate na Turquia. Este ano, as negociações entre o Irã e os Estados Unidossobre a segurança no Iraque melhoraram um impasse diplomáticoque durava há quase três décadas, apesar dos dois países aindaestarem envolvidos em uma disputa sobre as ambições nuclearesdo Irã. O governo norte-americano acusa o Irã de armar, financiar etreinar milícias muçulmanas xiitas no Iraque. O governoiraniano culpa a invasão liderada pelos Estados Unidos paraderrubar Saddam Hussein, em 2003, pela violência sectária noIraque, que já matou dezenas de milhares de iraquianos.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.