Irã diz que grupo rebelde matou 16 policiais seqüestrados

O Irã disse na quinta-feira que um grupo sunita rebelde matou todos os 16 policiais que havia sequestrado em junho no sudeste do país, segundo relato da agência oficial de notícias Irna. A Jundollah ("Soldados de Deus"), que segundo o Irã (de maioria xiita) tem ligações com a Al Qaeda, capturou os 16 policiais em um posto de controle na localidade de Saravan, exigindo em troca a libertação de 200 militantes presos. O grupo, que teria transferido os reféns para o Paquistão, disse no mês passado que matara quatro deles. Mas Ahmadreza Radan, chefe de polícia do Irã, disse que todos os policiais sequestrados foram mortos pelo grupo rebelde. "Investigações feitas pelo governo e a polícia do Irã mostraram que todos os nossos estimados foram martirizados pelos terroristas da Jundollah", disse Radan, segundo a Irna. "Estamos investigando como retirar os corpos (do Paquistão)." Os rebeldes agem principalmente na província de Sistan-Baluchistão, onde fica Saravan, perto da fronteira com o Paquistão. A região abriga a maior parte da minoria sunita baluchi, e é conhecida pelos confrontos entre forças de segurança e narcotraficantes.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.