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Irã diz que permitirá visita da AIEA a complexo militar Parchin

Agência acredita que Teerã desenvolva projetos de bombas nucleares no local

Reuters

06 de março de 2012 | 08h16

TEERÃ - O Irã afirmou que permitirá o acesso de fiscais da agência nuclear da Organizaçãodas Nações Unidas (ONU) a seu complexo militar de Parchin, de acordo com a agência de notícias ISNA nesta terça-feira, 3. O complexo, acredita a agência, abriga centros de pesquisa de grandes explosivos relevantes para armas nucleares.

 

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Um relatório da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) no ano passado apontou que o Irã havia construído uma grande câmara de contenção em Parchin, no sudeste de Teerã, para conduzir testes de explosivos que são "fortes indicadores" de esforços para desenvolver uma bomba atômica. A AIEA requisitou o acesso a Parchin durante conversas de alto nível com o governo iraniano em fevereiro, mas o lado iraniano não autorizaram a visita.

"...Parchin é um local militar e acessá-lo é um processo que consome muito tempo, portanto visitas não podem ser permitidas frequentemente...Nós permitiremos que a AIEA visite mais uma vez", afirmou a missão diplomática do Irã em Viena, por meio de um comunicado, segundo a ISNA. Não há uma data marcada para a visita. Diplomatas iranianos e autoridades da agência não estavam imediatamente disponíveis para comentar.

Inspetores da AIEA já visitaram Parchin em 2005, mas não viram os locais onde os fiscais da agência nuclear da Organização das Nações Unidas (ONU) agora acreditam que a câmara de explosivos foi construída.

A agência da ONU citou Parchin em um detalhado relatório em novembro que alimentou os temores do Ocidente de que o Irã está trabalhando para desenvolver uma bomba atômica, acusação que as autoridades iranianas negam.

O diretor-geral da AIEA, Yukiya Amano, disse na segunda-feira que o Irã havia triplicado sua produção mensal de urânio altamente enriquecido e os fiscais nucleares da agência tinham "sérias preocupações" com as possíveis dimensões militares das atividades atômicas do governo.

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