Vincent Laforet/NYT
Vincent Laforet/NYT

Irã diz que pode destruir bases dos EUA 'minutos após ataque'

Analistas de defesa dizem que país costuma exagerar em afirmações sobre poderio militar

Reuters, Reuters

04 de julho de 2012 | 11h46

DUBAI - O Irã pode destruir bases militares dos EUA no Oriente Médio e atacar Israel em questão de minutos caso sofra um ataque, disse a imprensa iraniana nesta quarta-feira, 4, no terceiro dia de testes de mísseis pela Guarda Revolucionária.

Veja também:

linkEUA aumentam forças no Golfo Pérsico em recado para o Irã

linkIrã testa mísseis de médio alcance

video TV ESTADÃO: Irã realiza manobras militares

Israel sugere que poderá atacar o Irã se a diplomacia e as sanções não convencerem a República Islâmica a abandonar seu polêmico programa nuclear. Os EUA tampouco descartam uma ação militar, mas tentam impedir seus aliados israelenses de agirem precipitadamente.

"Essas bases estão todas ao alcance dos nossos mísseis, e as terras ocupadas (Israel) também são um bom alvo para nós", disse Amir Ali Haji Zadeh, comandante da divisão aeroespacial da Guarda Revolucionária, à agência de notícias Fars.

Haji Zadeh disse que 35 bases dos EUA estão ao alcance dos mísseis balísticos iranianos, que segundo os comandantes iranianos podem atingir alvos a até 2.000 quilômetros de distância. "Pensamos em medidas que mobilizem mísseis para destruir todas essas bases nos primeiros minutos após um ataque", acrescentou.

Não ficou claro a quais bases exatamente Haji Zadeh se referia. As instalações militares nos EUA estão localizadas no Barein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Turquia. Além disso, o país tem cerca de dez bases no Afeganistão e Quirguistão, na Ásia Central.

Analistas de defesa dizem que o Irã costuma exagerar as afirmações sobre o seu poderio militar, e que a República Islâmica não teria como fazer frente aos sofisticados sistemas de defesa dos EUA.

A imprensa iraniana noticiou nesta semana que a série de testes batizada de "Grande Profeta 7", envolvendo dezenas de mísseis e aviões teleguiados de fabricação local, teria conseguido destruir bases aéreas simuladas.

O Irã intensificou sua retórica anti-Ocidente depois da entrada em vigor, no domingo, de um embargo total da União Europeia contra a importação de petróleo iraniano, a fim de pressionar o país a abandonar seu programa atômico. Potências ocidentais suspeitam que o Irã esteja tentando desenvolver armas atômicas, algo que a República Islâmica nega.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.