Irã diz que presença dos EUA no Golfo 'não é novidade'

A Guarda Revolucionária Iraniana disse neste sábado que considera a chegada de navios de Guerra norte-americanos ao Golfo Pérsico parte da atividade rotineira do militares dos EUA, aparentemente retrocedendo após alertas prévios para Washington não entrar na região.

REUTERS

21 de janeiro de 2012 | 10h25

"Navios de guerra e forças militares dos EUA estão no Golfo Pérsico e na região do Oriente Médio há muitos anos, e a decisão deles de enviar um outro navio não é novidade e deve ser interpretada como parte da presença permanente deles", afirmou o vice-comandante da guarda, Hossein Salami, à agência de notícias oficial IRNA.

O comentário pode ser visto como um esforço para reduzir as tensões que aumentaram muito neste mês, quando o Irã ameaçou bloquear o Estreito de Ormuz, passagem vital para remessas de petróleo para fora do Golfo, se novas sanções atingirem suas exportações do produto.

Não há um porta-aviões dos EUA no Golfo Pérsico desde a saída do USS John C. Stennis, no fim de dezembro. Em 3 de janeiro, o Irã disse ao navio para não retornar, uma ordem interpretada por alguns observadores no Irã e em Washington como uma ameaça a qualquer embarcação norte-americana.

Washington disse que não espera ter problemas na próxima vez que suas embarcações entrarem no Golfo. O Pentágono, citando segurança operacional, não dirá quando o próximo porta-aviões chegará ao Estreito de Ormuz.

O Irã também anunciou seu plano para realizar exercícios navais no Estreito e no Golfo em breve. Salami disse à IRNA que eles continuarão como planejado no mês iraniano do Bahman, que vai de 21 de janeiro a 19 de fevereiro.

(Reporting de Hashem Kalantari)

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