Irã diz que programa nuclear continuará mesmo ameaçado

Apesar do risco de novas sanções, Ahmadinejad afirma que Ocidente deve seguir negociando com Teerã

AE e Efe,

11 de agosto de 2008 | 14h56

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, reiterou nesta segunda-feira, 11, que Teerã dará continuidade a seu programa nuclear, apesar do risco de novas sanções do ocidente. O comentário foi feito durante a visita do presidente da Argélia, Abdelaziz Bouteflika, a capital iraniana. "Eles entenderam que o programa nuclear pacífico do Irã nunca será suspenso e, obviamente, não têm escolha a não ser manter as negociações com o Irã", teria dito Ahmadinejad a Bouteflika.   Veja também: Ocidente teme progresso do Irã, diz líder do Parlamento O programa nuclear iraniano    "Apesar das ameaças e sanções de uma série de grandes potências, nossa nação é robusta e continua vivendo sua vida, já que eles não podem colocar obstáculos no caminho de nosso progresso", acrescentou Ahmadinejad, segundo informação do site de uma TV estatal iraniana.   Ahmadinejad ainda afirmou que o Conselho de Segurança da ONU é "um mero instrumento da hegemonia americana para governador o mundo". Para o presidente do Irã, organismos internacionais como a ONU "apenas servem aos interesses das grandes potências."   A ONU mantém sanções contra o governo de Teerã, que se recusa a colaborar com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) ao impedir seus inspeções periódicas nas instalações do programa nuclear.   Na semana passada, a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, ameaçou o Irã com mais sanções se a república islâmica não der uma resposta adequada à última oferta das seis potências nucleares - Alemanha, China, EUA, França, Grã-Bretanha e Rússia - para que Teerã congele seu programa de enriquecimento de urânio.   "O Irã pode encontrar uma saída se desejar, mas nós vamos buscar sanções se as ambições nucleares não forem abandonadas", disse a secretária de Estado. "Eles devem sentir que o tempo está se esgotando", completou.

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