Irã diz que responde positivamente se EUA mudarem de postura

Presidente iraniano afirma que Washington precisa adotar respeito mútuo e justiça ao invés do confronto

Agência Estado,

28 de julho de 2008 | 10h56

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, declarou durante entrevista levada ao ar na televisão americana nesta segunda-feira, 28, que Teerã responderia positivamente se os Estados Unidos adotassem uma abordagem genuinamente nova com relação à república islâmica.   A entrevista foi concedida pouco mais de uma semana depois de os EUA terem adotado a ação sem precedentes de enviar um diplomata de alto escalão a uma reunião com o negociador-chefe do Irã, Saeed Jalili, em Genebra.   "Hoje nós vemos um novo comportamento por parte dos Estados Unidos e dos funcionários americanos. Minha pergunta é: estaria esse novo comportamento baseado em uma nova abordagem", disse Ahmadinejad em entrevista à emissora de televisão NBC.   "Em outras palavras, respeito mútuo, cooperação e justiça? Ou seria essa abordagem uma continuidade da confrontação com o povo iraniano, mas num novo formato?", questionou Ahmadinejad de Teerã, falando por intermédio de um intérprete. Se o comportamento americano representa uma mudança genuína, "estaremos diante de uma nova situação e a resposta do povo iraniano será positiva", assegurou Ahmadinejad.   No sábado, Ahmadinejad anunciou que o Irã aumentou para 6 mil o número de centrífugas dedicadas às atividades de enriquecimento de urânio, expandindo um programa contra o qual há resoluções do Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU) exigindo seu congelamento.   Os Estados Unidos e alguns de seus aliados suspeitam que o Irã desenvolva em segredo um programa nuclear bélico. O Irã sustenta que seu programa nuclear é civil e tem finalidades pacíficas, estando de acordo com as normas do Tratado de Não-Proliferação Nuclear, do qual é signatário.   Em seus relatórios, os inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) têm informado não haver sinais de um programa nuclear com fins militares e os serviços secretos dos EUA divulgaram relatório há alguns meses afirmando ter evidências de que um programa nuclear militar mantido pelo Irã teria sido encerrado em 2003.   Ainda assim, EUA e Israel não descartam a possibilidade de bombardear o Irã caso o país não desista do enriquecimento de urânio. As informações são da Dow Jones.

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