Irã diz que sanções dos EUA sobre combustíveis falharão

Uma autoridade iraniana do setor de petróleo disse na quarta-feira que a decisão de parlamentares dos Estados Unidos de impor sanções ao Irã na área de combustíveis não causará problemas, porque a República Islâmica tem vários fornecedores.

REUTERS

16 de dezembro de 2009 | 07h32

Na terça-feira, a Câmara de Representantes dos EUA aprovou uma lei que impõe sanções sobre companhias estrangeiras que ajudem a fornecer combustível ao Irã, medida que os legisladores esperam que detenha o país de seguir com seu programa nuclear.

"Eles não podem ser bem-sucedidos", disse Hojjatollah Ghanimifard, vice-presidente para assuntos de investimentos na estatal Empresa Nacional Iraniana de Petróleo. "Temos uma longa lista de fornecedores de gasolina", disse ele à Reuters.

O Irã é o quinto maior exportador mundial de petróleo, mas não tem capacidade de refino suficiente para atender à demanda doméstica por combustível, o que força o país a importar até 40 por cento de seu consumo de gasolina.

Isso pesa sobre o orçamento do país e também o torna vulnerável a medidas punitivas que visam o comércio, embora autoridades iranianas constantemente minimizem o impacto das sanções impostas por conta de seu polêmico programa nuclear.

A lei aprovada pela câmara autoriza o presidente norte-americano, Barack Obama, a impor sanções a empresas que forneçam gasolina diretamente ao Irã, o mesmo para empresas que forneçam seguro e navios para facilitar o embarque desse combustível. O Senado deve aprovar uma lei similar, mas não se sabe quando será votada.

(Reportagem de Fredrik Dahl)

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