Irã diz que Síria precisa realizar eleição livre

O governo do Irã pediu neste domingo para o aliado presidente sírio, Bashar al-Assad, realizar eleições livres e permitir que múltiplos partidos políticos operem na Síria, mas afirmou que ele precisa de tempo para implementar estas reformas.

REUTERS

30 de janeiro de 2012 | 13h17

O Irã vinha apoiando a posição linha-dura de Assad contra os 10 meses de protestos populares que pedem o fim de seu governo. Mas a posição do país vem mudando, conforme o levante popular prossegue e a pressão internacional cresce. Apesar disso, o Irã segue condenando o que chama de interferência internacional em assuntos sírios.

"Eles têm que ter uma eleição livre, eles têm que ter o direito de constituição, eles têm que permitir que diferentes partidos políticos promovam suas atividades livremente no país. E isso é o que ele tem prometido", disse o ministro iraniano de relações exteriores, Ali Akbar Salehi, a jornalistas, durante a cúpula da União Africana, na capital etíope de Adis-Abeba.

"Acreditamos que a Síria tem que receber tempo para que possa fazer as reformas", disse Salehi, cujo país é um observador durante a cúpula africana e tem dito que o fortalecimento de relações com a UA é uma prioridade de política exterior.

A Síria tem afirmado que vai realizar um referendo sobre uma nova constituição em breve, antes de uma eleição parlamentar multipartidária que tem sido seguidamente adiada. Sob a atual constituição, o partido Baath de Assad é designado como "o líder de Estado e da sociedade".

As Nações Unidas afirmaram em dezembro que mais de 5 mil pessoas foram mortas durante protestos e choques com tropas do governo. A Síria afirma que os militantes mataram mais de 2 mil membros das forças de segurança.

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