Irã diz que UE 'definitivamente' não fará sanções a petróleo

O Irã informou neste domingo que a União Europeia (UE) "definitivamente" não vai impor sanções às exportações de petróleo do país, já que a medida vai prejudicar o mercado global de óleo, disse o ministro do petróleo, Rostam Qasemi.

REUTERS

11 de dezembro de 2011 | 11h09

"Nossa política é de um fornecimento sustentável para a Europa... o Irã é um grande produtor de petróleo e qualquer sanção à nossa exportação de petróleo certamente prejudicará o mercado global", disse Qasemi durante uma entrevista coletiva.

Os lideres da UE pediram, na sexta-feira, mais sanções contra o Irã até o final de janeiro, num esforço para aumentar a pressão sobre Teerã por causa do seu polêmico programa nuclear.

Na semana passada, chanceleres da UE concordaram em aplicar novas sanções aos setores de energia, transportes e bancário do país. Diplomatas disseram que a proibição das importações do petróleo iraniano para a Europa ainda estava em discussão.

A Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA, na sigla em inglês), divulgou no mês passado novas evidências que comprovam o temor internacional que o Irã está preparando a bomba atômica. Teerã diz que seu programa nuclear é apenas para fins pacíficos.

As autoridades iranianas dizem que as sanções não tiveram nenhum impacto na economia do país e tem desafiado as exigências do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) de parar as atividades nucleares do país.

O Irã é o segundo maior produtor de óleo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), exportando 2,6 milhões de barris por dia.

"Não temos nenhum problema para encontrar um substituto para o mercado de petróleo da UE. Podemos facilmente substituir a UE," disse Qasemi.

A França, apoiada pela Alemanha e pela Grã-Bretanha, tem liderado a campanha para banir o petróleo iraniano, mas alguns países, especialmente a Grécia, manifestaram reservas devido à sua dependência do petróleo iraniano.

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