Irã diz ter provas de envolvimento dos EUA em morte de cientista

A televisão estatal iraniana disse neste sábado que Teerã tinha provas de que Washington estariam por trás do recente assassinato de um cientista nuclear iraniano.

PARISA HAFEZI, REUTERS

14 de janeiro de 2012 | 09h52

No quinto ataque desse tipo em dois anos, uma bomba magnética foi instalada na porta do carro de Mostafa Ahmadi-Roshan, de 32 anos, durante o horário de pico de quarta-feira, na capital, Teerã. O motorista também morreu no incidente.

Os Estados Unidos negaram envolvimento na morte e condenaram o ataque. Israel não quis comentar.

"Temos documentos e provas confiáveis de que o ato terrorista foi planejado, orientado e apoiado pela CIA", disse o Ministério de Relações Exteriores do Irã em uma carta entregue ao embaixador suíço em Teerã, segundo a TV estatal.

"Os documentos indicam claramente que esse ato terrorista foi cometido com o envolvimento direto de agentes ligados à

CIA."

A embaixada suíça representa os interesses norte-americanos no Irã, desde que Teerã e Washington romperam as relações diplomáticas após a Revolução Islâmica, de 1979.

A TV estatal também disse que "uma carta de condenação" foi enviada ao governo britânico, dizendo que o assassinato do cientista nuclear "começou exatamente depois que o oficial britânico John Sawers declarou o começo das operações de inteligência contra o Irã."

Em 2010, o chefe do Serviço Secreto de Inteligência britânico disse que um dos papéis da agência era investigar os esforços dos Estados no desenvolvimento de armas nucleares que violam as obrigações legais internacionais e identificar meios para frear o acesso desses países a materiais e tecnologias vitais.

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