Irã é a maior ameaça da história de Israel, diz Netanyahu

Indicado para formar novo governo israelense, líder direitista do Likud pede união para 'grandes desafios'

Agências internacionais,

20 de fevereiro de 2009 | 16h59

O líder do partido direitista Likud e favorito ao cargo de primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse nesta sexta-feira, 20, que o Irã é a maior ameaça da história de seu país. Em entrevista coletiva ao lado do presidente israelense, Shimon Peres, Netanyahu pediu união dos líderes do país para "grandes desafios", especialmente para enfrentar o Irã, que ele acusou de "desenvolver armas nucleares", informou a rede CNN. Veja também: Irã tem urânio enriquecido para produzir bomba Perfil: Livni, a 'senhora limpa' da política israelense Perfil: Netanyahu tenta reconduzir direita israelense ao poder Um informe da ONU lançado nesta semana apontou que o Irã tem urânio enriquecido para a construção de uma arma nuclear, mas não o suficiente para uma linha de produção. Teerã negou as acusações, dizendo que são "embasadas". Nesta sexta, Netanyahu aceitou o pedido para formar o próximo governo de Israel e imediatamente chamou o partido centrista Kadima e o Partido Trabalhista, de esquerda, para formar uma coalizão nacional. A decisão de Peres de chamar Netanyahu para formar o governo acabou com dias de especulações, após o Likud ter saído das eleições com 27 cadeiras no Knesset (Parlamento), apenas uma a menos que o Kadima, da chanceler Tzipi Livni. O Likud, no entanto, recebeu o apoio do Israel Beiteinu, partido de ultradireita que ficou em terceiro lugar nas eleições, ao conquistar 15 cadeiras. A questão agora é saber se Netanyahu formará um amplo governo com o Kadima ou então um governo de extrema direita com seus aliados da linha-dura. A escolha de Netanyahu terá sérias repercussões para o processo de paz no Oriente Médio. "Eu faço um pedido aos integrantes de todas as facções, para que deixem a política de lado e coloquem em primeiro lugar o bem do país", disse o líder do Likud. Além de Livni, Netanyahu também pediu aos trabalhistas, do ministro da Defesa Ehud Barak, que participem da coalizão de governo. Os trabalhistas, de centro-esquerda, tiveram péssimo desempenho nas eleições e ficaram em quarto lugar. Peres pediu a Netanyahu que forme o governo após se encontrar com o líder direitista e com Livni. No domingo, Netanyahu e a chanceler devem se encontrar para discutir uma possível coalizão. Porém, Livni repetiu nesta sexta, após a reunião com Peres, que não se juntará a um governo da linha-dura e está preparada para fazer oposição "se necessário". "Eu quero liderar Israel em um caminho no qual acredito, avançar o processo de paz baseado em dois Estados para dois povos", disse ela.

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