Irã e Síria devem parar de interferir no Líbano, alerta Bush

Bush encerra visita ao Oriente Médio pedindo por eleições imediatas e apoio ao premiê libanês, Fouad Siniora

Agências internacionais,

16 de janeiro de 2008 | 10h39

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, encerrou nesta quarta-feira, 16, no Egito, a sua viagem pelo Oriente Médio alertando que o Irã e a Síria devem parar de interferir na política libanesa, e pediu para que as nações da região apóiem o primeiro-ministro do Líbano, Fouad Siniora.   "Concordamos que é importante para as nações da região o apoio ao premiê Siniora", disse Bush durante a entrevista coletiva com o presidente egípcio, Hosni Mubarak, após a visita de menos de três horas ao país. "É importante encorajar a realização imediata e incondicional das eleições presidenciais de acordo com a Constituição libanesa. E que fique claro que a Síria, o Irã e seus aliados devem parar com a sua interferência para minar o processo democrático".     Após a rápida passagem pelo país, Bush afirmou que os países vizinhos estão dispostos a ajudar no processo de paz entre israelenses e palestinos e recebeu o apoio do presidente egípcio, Hosni Mubarak, que reiterou na conclusão de um acordo até o final de 2008 e afirmou ainda que trabalhará com os Estados Unidos e os países da região para que um acordo seja alcançado. O Egito foi o primeiro país da região a reconhecer o Estado de Israel, em 1977. A Jordânia seguiu o exemplo em 1994, mas nenhum outro país árabe fez o mesmo.   Ao lado do presidente egípcio, Bush pediu por uma maior abertura política no país, mas não criticou diretamente a atual administração pelo que Washington considera como liberdade política. O presidente americano elogiou o Egito por iniciar algumas reformas democráticas, mas afirmou que ainda é preciso mais avanços. "Estou completamente seguro de que as pessoas no Oriente Médio estão trabalhando para construir uma sociedade baseada na justiça.     Na terça-feira, Bush pediu aos países árabes que "estendam a mão" a Israel, como forma de dar força às conversas de paz na Terra Santa, que o presidente quer que resultem em fronteiras "reconhecidas internacionalmente".   A secretária de Estado, Condoleezza Rice, repetiu a solicitação na terça-feira, em entrevista coletiva em Riad junto com o ministro de Exteriores da Arábia Saudita, Saud al-Faiçal, mas teve pouca receptividade. "Não sei que aproximação podemos fazer a respeito dos israelenses", afirmou Al-Faiçal, após lembrar o plano promovido pela Arábia Saudita para reconhecer Israel em troca da criação de um Estado palestino na Cisjordânia e em Gaza dentro das fronteiras anteriores à guerra de 1967 e do direito dos refugiados palestinos a voltar a sua terra natal.   A viagem do presidente americano começou no dia 9, com sua chegada ao aeroporto Ben Gurion, de Tel Aviv. Bush já esteve em Sharm el-Sheikh em 2003, para participar de uma reunião com líderes árabes e palestinos sobre as negociações com os israelenses. Seu antecessor, Bill Clinton, viajou para essa localidade duas vezes, também para cúpulas sobre o processo de paz.

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