Irã e Venezuela discutem cooperação política e econômica

Após Cúpula da OPEP, Chávez e Ahmadinejad se encontram para fortalecer relações entre os dois países

Efe,

19 de novembro de 2007 | 10h51

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, chegou nesta segunda-feira, 19, a Teerã, em uma breve visita, para conversar com o líder iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, sobre o fortalecimento das relações econômicas e políticas entre os dois países. Veja também:Irã usa petróleo como arma contra invasão dos EUA Chávez e sua grande delegação, entre eles os ministros de Relações Exteriores, da Indústria e do Petróleo, também avaliará com Ahmadinejad "questões regionais e internacionais de interesse comum", segundo a agência Irna. O presidente venezuelano chegou ao Irã procedente da Arábia Saudita, onde os dois chefes de governo participaram da conferência de líderes da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) realizaram em Riad no fim de semana passado. Nessa reunião, na qual Equador firmou seu reingresso no cartel, após ter deixado a organização em 1992, Chávez e Ahmadinejad exigiram um papel político da Opep para defender os interesses de seus treze membros. O presidente venezuelano também manifestou seu apoio ao Irã na disputa devido ao polêmico programa nuclear deste país, e advertiu que o preço do petróleo pode chegar a US$ 200 se os EUA invadirem a República Islâmica. Ciência e tecnologia O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, pediu nesta segunda a criação de uma organização, pelos países asiáticos, para as pesquisas científicas e técnicas que "rompa a hegemonia das grandes potências sobre a ciência". Ahmadinejad destacou a importância da cooperação entre os países da Ásia em todos os âmbitos, especialmente o científico e técnico. "É preciso romper a hegemonia das grandes potências sobre a ciência e a tecnologia e fortalecer os esforços conjuntos para estabelecer a justiça no mundo", afirmou. "Se forem respeitados os direitos dos povos, não resta lugar para as invasões. A guerra e a invasão são o principal resultado das injustiças", ressaltou Ahmadinejad, em alusão às guerras do Iraque e do Afeganistão.

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