Irã enforca 10 traficantes de drogas, diz agência

O Irã enforcou nesta segunda-feira 10 pessoas condenadas por tráfico de drogas, afirmou a agência de notícias semioficial Mehr, menos de uma semana após a Anistia Internacional ter pedido à República Islâmica que acabasse com as execuções.

Reuters

22 de outubro de 2012 | 13h59

As execuções são eventos comuns em Teerã, e as mais recentes ocorreram em uma prisão na capital. O Judiciário disse que os enforcados eram membros de duas quadrilhas de tráfico de drogas, segundo a Mehr.

O Irã descarta invariavelmente críticas de grupos de direitos humanos ocidentais pelas altas taxas de execuções no país, dizendo que está implementando a lei islâmica e respondendo a um grande problema com drogas.

Na semana passada, a Anistia Internacional pediu às autoridades iranianas para comutarem todas as penas de morte e removerem a execução como possibilidade de castigo.

A entidade de direitos humanos com sede em Londres disse em comunicado que acredita que 344 pessoas foram executadas no Irã desde março.

O Irã é uma rota de trânsito de drogas contrabandeadas do vizinho Afeganistão, que produz mais de 90 por cento do ópio do mundo. Segundo a imprensa do país, mais de 3.500 soldados iranianos foram mortos em confrontos com traficantes de drogas desde a revolução islâmica de 1979.

Entre os executados na segunda-feira estão Saeed Sedighi, quem a Anistia afirmou "aparentemente não ter tido oportunidade de recorrer de sua sentença".

Assassinato, adultério, estupro, assalto à mão armada, tráfico de drogas e apostasia --a renúncia ao islã-- são todos crimes puníveis com a morte sob o código judicial islâmico que o Irã adotou após a revolução.

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