Irã enforca condenado por espionar para Israel, diz agência

O Irã enforcou nesta terça-feira um iraniano condenado por espionar para Israel, inimigo do país, informou a agência oficial Irna, citando um comunicado do Judiciário.

PARISA HAFEZI, REUTERS

28 de dezembro de 2010 | 11h50

Ali Akbar Siadat foi considerado culpado de trabalhar desde 2004 para o serviço de inteligência israelense Mossad. Para o qual entregou dados sigilosos importantes. Ele havia sido preso quatro anos atrás, quando tentava deixar o Irã com a mulher.

Irã e Israel são inimigos desde a Revolução Islâmica, em 1979, e periodicamente o governo iraniano anuncia a prisão de suspeitos de espionar para Israel, país que se recusa a reconhecer.

"Ali Akbar Siadat, que espionou para o Mossad, de Israel, foi enforcado na prisão de Evin (em Teerã) esta manhã", disse a Irna.

"Ele foi condenado por corrupção na Terra, confrontar a República Islâmica e fortalecer o regime sionista (Israel)."

"Siadat confessou ter recebido 60 mil dólares para transferir informação sigilosa sobre atividades militares do Irã para o Mossad", disse a Irna. O comunicado assinala que ele recebeu "equipamento especial, incluindo um laptop" para contatar o Mossad.

Segundo a Irna, Siadat se encontrava com agentes israelenses na Turquia, Tailândia e Holanda, entre outros países e lhes passou informação sobre exercícios militares iranianos, bases militares, aviões militares e sistemas de mísseis operados pela Guarda Revolucionária.

Outro iraniano condenado, Ali Ashtari, foi enforcado no Irã em 2008 por trabalhar para o Mossad. Israel negou qualquer vínculo com o caso.

O Irã costuma acusar os Estados Unidos e Israel de tentar desestabilizar a República Islâmica.

Israel, que se acredita seja o único país no Oriente Médio com armas atômicas, está unido aos EUA e aliados na acusação de que o Irã tenta fabricar armas nucleares.

O governo iraniano nega e diz que pretende usar a energia nuclear apenas para gerar eletricidade.

A Irna informou também que Ali Saremi, membro do grupo exilado de oposição Organização Mujahideen Khalq, foi enforcado por várias ofensas, incluindo "moharebe" ou desencadear guerra contra Deus.

De acordo com o código penal iraniano, imposto pela revolução de 1979, espionagem e guerra contra Deus podem ser punidos com a morte.

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