Irã enforca homem condenado por apostasia

Um iraniano que atraiu vários discípulos depois de afirmar que era Deus foi enforcado por apostasia no sudoeste do país, informou na segunda-feira a agência de notícias semi-oficial Fars.

REUTERS

31 Janeiro 2011 | 13h48

Apostasia, homicídio, adultério, estupro, roubo à mão armada e tráfico de drogas são crimes passíveis de pena de morte pela lei sharia, vigente no Irã desde a Revolução Islâmica de 1979.

A Fars disse que Abdolreza Gharabat, enforcado na última quarta-feira, tinha enganado algumas pessoas, induzindo-as a adorá-lo. O relato disse que seus seguidores eram em sua maioria "pessoas jovens" da província de Khuzestão.

A Campanha Internacional por Direitos Humanos no Irã, sediada no Ocidente, publicou um relatório em janeiro calculando que, desde o início do ano, o Irã executou a média de uma pessoa a cada oito horas.

Grupos de defesa dos direitos humanos dizem que o Irã perde apenas para a China no número de execuções que realiza, executando mais pessoas, em proporção com sua população, que qualquer outro país. O Irã costuma rejeitar as críticas feitas pelo Ocidente a seu sistema de justiça, dizendo que apenas implementa a lei islâmica.

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