Irã enforca rebeldes sunitas e cobra ação do Paquistão contra terrorismo

Grupo Jundollah está por trás de atentado que matou 39 pessoas na semana passada

Reuters

20 de dezembro de 2010 | 10h16

TEERÃ - O Irã enforcou 11 pessoas ligadas a um grupo rebelde sunita que matou 39 pessoas num atentado contra uma mesquita, informou o Ministério da Justiça nesta segunda-feira.

"O povo da província do Sistão-Baluchistão, em sua contínua campanha contra os elementos de crueldade e insegurança, enforcou 11 pessoas na prisão de Zaheda", disse o ministério em nota divulgada pela agência de notícias Fars.

O texto diz que os ativistas eram seguidores do grupo Jundollah, acusado pelo Irã de ter ligação com a Al Qaeda, e que assumiu a autoria do duplo atentado de 15 de dezembro contra fiéis xiitas no sudeste iraniano.

O Irã executou em junho o líder do Jundollah, Abdolmalek Rigi, e esperava assim ter neutralizado o grupo. Mas o atentado contra a mesquita em Chabahar mostrou que os militantes continuam ativos.

O Jundollah diz lutar pelos direitos do povo baluche, uma minoria étnica que os rebeldes afirmam ser vítima de um "genocídio".

Familiares de vítimas do atentado enviaram uma carta ao presidente paquistanês, Asif Ali Zardari, pedindo "medidas sérias" contra o Jundollah e outros grupos "terroristas", ecoando assim um apelo de algumas autoridades iranianas.

O Exército iraniano pediu ao vizinho Paquistão que erradique os "terroristas" no seu lado da fronteira.

"Esses grupos antirrevolucionários que receberam abrigo em países vizinhos como o Paquistão e estão sendo apoiados lá deveriam ser perseguidos e suprimidos no solo paquistanês", disse Qolamali Rashid, um militar iraniano de alta patente, segundo a Fars.

Um parlamentar iraniano declarou no domingo que o Paquistão deve "ficar alertado" sobre a necessidade de perseguir os militantes.

"Se o governo paquistanês se recusar a tomar medidas para destruir os centros terroristas nesse país, então a República Islâmica deveria ter o direito de tomar medidas e tornar a atmosfera insegura para os terroristas, na defesa dos seus próprios cidadãos", afirmou o deputado Kazem Jalali, membro da Comissão de Segurança Nacional e Política Externa do Parlamento, à agência Mehr.

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