Irã envia dois navios de guerra para confrontar piratas somalis

O Irã enviou dois navios de guerra ao Golfo de Áden para proteger navios-tanque de petróleo e outras embarcações do quinto maior exportador do mundo contra ataques de piratas na costa da Somália, informou uma rádio estatal nesta quinta-feira.

REUTERS

14 de maio de 2009 | 10h16

Os ataques de piratas, alimentados por enormes resgates, continuam ocorrendo, apesar da presença de uma frota de navios de guerra estrangeiros que patrulham o Oceano Índico e o Golfo de Áden.

Em janeiro, os piratas libertaram um navio de carga de bandeira iraniana, que carregava 36 mil toneladas de trigo que ia do Irã para a Alemanha e havia sido capturado em novembro. Em março, um funcionário regional da companhia marítima disse que os somalis detiveram uma embarcação iraniana.

"A missão destes navios de guerra é proteger os navios mercantis iranianos e navios-tanque de petróleo contra o ataque dos piratas", informou a rádio estatal.

Eles poderão chegar ao Golfo de Áden nos próximos dois dias e ficar ali por cinco meses, disse a emissora televisão estatal.

O Irã disse em dezembro que despachou um navio de guerra para as mesmas águas, mas as notícias desta quinta-feira não informaram se ele ainda está na região.

Cerca de 20 mil navios passam pelo Golfo de Áden por ano, rumando ao Canal de Suez e vindos dele. Sete por cento do consumo de petróleo do mundo passou pelo Golfo de Áden em 2007, segundo a Unidade de Inteligência Marina do Lloyd's.

Analistas dizem que a única maneira de impedir bandidos em alto mar é resolver a crise política da Somália em terra, onde piratas se beneficiam da ilegalidade que impera enquanto líderes rebeldes islâmicos lutam contra as tropas do governo e Forças de Paz da União Africana.

(Reportagem de Zahra Hosseinian)

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