Irã espera que China resista a pressão por sanções

O governo do Irã disse nesta terça-feira esperar que a China não ceda às pressões dos EUA e seus aliados ocidentais por novas sanções do Conselho de Segurança da ONU contra a Republica Islâmica por seu programa nuclear.

REUTERS

09 de março de 2010 | 14h20

Os Estados Unidos e outras potências ocidentais querem que a China aprove uma resolução da ONU impondo novas sanções ao Irã, que é um importante fornecedor de petróleo para Pequim, depois que Teerã recusou uma oferta de enriquecer urânio no exterior.

A China é um dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança de ONU que têm direito de veto.

"A China é um grande país que goza de poder suficiente para tomar suas próprias decisões independentemente de ser pressionado pela América", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Ramin Mehmanparast, numa entrevista coletiva em Teerã.

"Claro que as nossas expectativas de um país tão grande... são que eles adotem suas políticas internacionais de forma independente e apenas observem seus próprios interesses nacionais", acrescentou o porta-voz, citando a relação próxima entre Irã e China.

O Ministério do Exterior da China disse no domingo que novas sanções contra o Irã não resolveriam o impasse sobre o programa nuclear do país, que o Ocidente afirma ter como propósito a construção de armas nucleares. Teerã alega que seu interesse é apenas gerar eletricidade.

"A China defende a resolução da questão nuclear iraniana pacificamente, através do diálogo, negociação e maneiras diplomáticas. Achamos que isso está de acordo com os interesses de todas as partes", disse o porta-voz da chancelaria chinesa, Qin Gang, em Pequim, nesta terça-feira.

"Nós também acreditamos que no momento ainda há espaço para esforços diplomáticos. Diálogo e negociação ainda são as melhores escolhas, e não podem ser abandonados simplesmente", acrescentou.

A Rússia, que no passado estava do lado iraniano contra a pressão do Ocidente, mudou de posição nos últimos meses, sinalizando apoio a uma nova rodada de sanções.

O esboço de um documento proposto pelo Ocidente pede o bloqueio de mais contas iranianas no exterior, mas não inclui medidas contra as indústrias de petróleo e gás do país.

(Por Reza Derakhshi, com reportagem de Ben Blanchard em Pequim)

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