Irã está disposto a trocar urânio no exterior, diz embaixador iraniano

Diplomata, no entanto, impôs duas condições; que troca seja imediata e feita em território iraniano

07 de maio de 2010 | 20h08

Efe

 

BRASÍLIA- O Irã é flexível a proposta de realizar fora de seu território a troca de combustível nuclear para seu reator em Teerã, desde que feito de forma simultânea, disse nesta sexta-feira, 7, o embaixador iraniano em Brasília, Mohsen Shaterzadeh.

 

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"Estamos dispostos a atuar para a troca do urânio", destacou o diplomata em declarações divulgadas pela Agência Brasil.

 

"Temos duas condições: que a troca seja feita ao mesmo tempo e que seja feita no Irã. Se essa primeira condição for resolvida, a outra, que é o local, pode ser solucionada", afirmou Shaterzadeh.

 

No entanto, o embaixador pediu "sinceridade" e "garantias concretas" por parte dos países ocidentais para ter segurança de que a troca seria feita nos termos desse eventual acordo.

 

"Quando o Irã perceber sinceridade do lado ocidental, esse assunto é fácil de ser resolvido", acrescentou.

 

O Irã rejeitou no ano passado uma proposta de Rússia, Estados Unidos e Reino Unido para enviar ao exterior seu urânio enriquecido a 3,5% e recuperá-lo tempo depois enriquecido a 20%.

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fará uma visita oficial a Teerã entre os dias 15 e 17 deste mês, quando se reunirá com seu colega Mahmoud Ahmadinejad.

 

Ao lado da Turquia, o Brasil se ofereceu para mediar as tensões entre Irã e Estados Unidos e se mostra reticente a apoiar novas sanções internacionais contra o regime de Teerã por causa do polêmico programa nuclear iraniano.

 

O bloco UE3+3 - Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha, Rússia e China - discute há meses o conteúdo do documento preliminar para uma quarta rodada de sanções contra o Irã, enquanto o país indicou que está preparado para reabrir as discussões sobre a troca de combustível, o que poderá evitar novas sanções mais severas.

 

O ministro das Relações Exteriores iraniano, Manouchenr Mottaki, se reuniu com diplomatas do Conselho de Segurança em Nova York nesta semana e disse que havia reiterado a possibilidade de uma troca de urânio.

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