Irã inicia seu maior exercício de defesa antiaérea

O Irã iniciou na terça-feira o que disse ser o maior exercício de defesa antiaérea já realizado pelo país. A emissora Press TV, que transmite em inglês, disse que as atividades irão durar cinco dias, se concentram perto de instalações nucleares e incluem o uso de mísseis de longo alcance.

REUTERS

16 de novembro de 2010 | 19h20

EUA e Israel, que acusam o Irã de tentar desenvolver armas nucleares, não descartam a possibilidade de bombardearem o país para conter o seu programa atômico, embora na terça-feira o secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, tenha se declarado contrário à opção militar contra a República Islâmica.

Teerã garante que suas atividades nucleares se destinam exclusivamente a fins pacíficos.

"As manobras militares de larga escala ... irão melhorar a prontidão para confrontar possíveis ameaças ao espaço aéreo do Irã e a centros nucleares, muito populosos ou vitais", disse o brigadeiro Ahmad Mighani, chefe da unidade responsável por reagir a ameaças aéreas.

No domingo, um comandante da Guarda Revolucionária (força de elite do país) disse que tropas terrestres haviam realizado simulações militares perto de instalações nucleares do país, "exatamente como num combate real."

O Irã repetidamente anuncia progressos na sua capacidade militar para mostrar que está preparado para reagir a uma agressão.

Algumas autoridades ocidentais suspeitam que o Irã esteja desenvolvendo mísseis mais sofisticados e realizando bem divulgados testes com mísseis para adquirir a capacidade de lançar armas nucleares.

O Irã rejeita essa tese, alegando que o desenvolvimento de seus mísseis está voltado apenas para finalidades defensivas.

Neste mês, o país anunciou ter desenvolvido uma versão autóctone do míssil russo S-300, e que em breve irá testá-lo.

A Rússia apoiou, em junho, a mais recente rodada de sanções da Organização das Nações Unidas (ONU) contra o programa nuclear iraniano, e depois disso se recusou a entregar ao Irã uma encomenda de mísseis S-300, cedendo ao persistente lobby de Israel e dos EUA.

O S-300 é um sistema móvel de longo alcance, capaz de detectar, seguir e destruir mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e aeronaves em baixa altitude.

O Irã já sofreu várias sanções internacionais devido à sua recusa em abandonar as atividades de enriquecimento de urânio, processo que pode servir para gerar combustível para usinas nucleares civis, mas, dependendo do grau de pureza do urânio, pode resultar também em material para a produção de bombas atômicas.

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