Irã instala mais 500 centrífugas atômicas, diz agência Irna

O Irã disse na sexta-feira ter instaladooutras quase 500 centrífugas em seu complexo de enriquecimentode urânio em Natanz, revelou a Irna, agência oficial denotícias do país. Com a manobra, o governo iraniano volta a desafiar asexigências feitas por potências mundiais para que suspenda essetipo de atividade. As potências ocidentais temem que o Irã esteja tentandoproduzir bombas nucleares sob o disfarce de um programa denatureza civil. O Conselho de Segurança da Organização dasNações Unidas (ONU) já impôs três conjuntos de sanção contra opaís por se recusar a suspender o enriquecimento de urânio. "Três novas cascatas de 164 centrífugas foram instaladas nausina de Natanz e já estão funcionando", disse uma autoridadenão identificada, segundo a Irna. "Essas centrífugas são dotipo P1." No ano passado, o Irã instalou em Natanz 3.000 centrífugas,uma quantidade capaz de enriquecer urânio em escala industrial.Mas essas são centrífugas da década de 1970, do tipo P1,sujeitas a muitas falhas. O país diz que deu início agora à instalação de mais 6.000centrífugas na usina e que começou a testar um tipo novo decentrífuga em uma ala de projetos piloto de Natanz --acelerando o programa que poderia dar-lhe a capacidade deproduzir bombas atômicas se assim o desejar. O Irã, quarto maior exportador de petróleo do mundo, dizque deseja dominar a tecnologia atômica para gerar eletricidadee assim aumentar seu faturamento com a venda do combustívelfóssil. O enriquecimento de urânio pode ser usado tanto paraproduzir combustível para as usinas nucleares ou para, em umestágio mais avançado, produzir material apto a ser usado emarmas atômicas. Mohammad Saeedi, vice-chefe da Organização de EnergiaAtômica do Irã, negou na sexta-feira as informações de que opaís estivesse encontrando dificuldades para operar ascentrífugas em sua capacidade máxima. "Não há problemas técnicos relativos ao desenvolvimento dascentrífugas", afirmou Saeed à Irna. O Irã diz ter como meta a instalação de 50 mil centrífugaspara alimentar uma rede de usinas nucleares a seremconstruídas. (Por Parisa Hafezi)

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