Irã liberta velejadores britânicos

A Guarda Revolucionária do Irã libertou cinco velejadores britânicos que haviam sido detidos quando seu iate aparentemente entrou à deriva em águas territoriais iranianas, disse a chancelaria britânica na quarta-feira.

HOSSEIN JASEB, REUTERS

02 de dezembro de 2009 | 11h14

A Grã-Bretanha havia salientado o caráter civil dos cinco presos e solicitado sua rápida libertação. Na terça-feira, uma autoridade iraniana alertou que o Irã tomaria medidas sérias contra o grupo se comprovasse que havia "más intenções".

"Após obter as garantias necessárias, o Irã libertou os cinco", disse a Guarda Revolucionária, segundo uma rádio estatal. "Chegamos à conclusão de que eles entraram por engano nas águas territoriais do Irã."

O chanceler britânico, David Miliband, disse ter recebido a confirmação de que os homens já rumavam para águas internacionais, a caminho de Dubai. Eles estavam detidos desde o dia 25.

"Saúdo o fato de que isso foi tratado de forma profissional e direta pelas autoridades iranianas. Como disse ontem, trata-se puramente de um caso consular", afirmou Miliband a jornalistas. "Nunca foi uma questão política (e a solução) mostra que a diplomacia pode funcionar."

Grã-Bretanha e Irã têm atritos por causa do programa nuclear iraniano, que o Ocidente suspeita que esteja voltado para o desenvolvimento de bombas - algo que Teerã nega.

Na terça-feira, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, acusou Londres de "macular a tranquilidade" das negociações de seu país com seis grandes potências a respeito das atividades nucleares, segundo a TV estatal.

A chancelaria iraniana negou que houvesse motivação política na prisão dos britânicos. "A Grã-Bretanha exagerou a detenção dos cinco. Quiseram usar esse caso para pressionar o Irã", disse o porta-voz Ramin Mehmanparast à agência semioficial de notícias Mehr.

(Reportagem adicional de Reza Derakhshi e Michael Holden em Londres)

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