Irã marcará data para inspeção internacional à usina

Mahmoud Ahmadinejad já havia afirmado que a recém-revelada instalação é legal e que está aberta a inspeções

Agências internacionais,

26 de setembro de 2009 | 08h15

O Irã marcará uma data para a uma visita dos inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) à nova planta de enriquecimento de urânio. A informação é do chefe da Organização iraniana de Energia Atômica, Ali Akbar Salehi, e foi divulgada pela agência AFP.

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O presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad já havia afirmado na sexta-feira que a recém-revelada instalação nuclear de seu país é legal e está aberta a inspeções da AIEA.

O mandatário disse que os EUA, a Grã-Bretanha e a França se arrependerão de acusar o Irã de tentar esconder a instalação, revelada no momento em que cresce a preocupação mundial com as ambições nucleares de Teerã.

"Não temos nenhum problemas com inspeções (da AIEA) nas instalações. Não temos nenhum temor", disse ele em coletiva de imprensa em Nova York, onde participava da Assembleia Geral da ONU.

O presidente dos EUA, Barack Obama, o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown e o presidente francês, Nicolas Sarkozy, reunidos em Pittsburgh para a cúpula do G20, fizeram uma declaração conjunta na sexta-feira para condenar o Irã.

Obama disse que Teerã vinha construindo a usina nuclear em segredo há anos e o exortou a prestar contas ao mundo, explicando se seu programa nuclear almeja armas ou uso pacífico.

Ahmadinejad disse que a revelação da instalação para a AIEA na segunda-feira aconteceu antes do solicitado, indicando que a usina só entrará em operação daqui a 18 meses.

"Não é um local secreto. Se fosse, por que teríamos informado a AIEA sobre ela com um ano de antecedência?", indagou Ahmadinejad. "Eles irão se arrepender desse pronunciamento."

O líder iraniano acusou as potências ocidentais de tentar se impor sobre o Irã antes do encontro do dia 1o de outubro em que se discutirá a questão nuclear.

"Os EUA, a Grã-Bretanha e a França não têm direito de questionar o Irã sobre seu programa nuclear. Somos um país como todos os outros", disse ele, ressaltando que Teerã não irã barganhar seu direito de levar o programa adiante.

Ele disse que o Irã precisa de urânio enriquecido para fins medicinais e que está disposto a comprá-lo de qualquer país que queira vendê-lo.

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