Irã não irá abrir mão de seu programa nuclear, diz Ahmadinejad

Líder iraniano rejeita proposta ocidental de abandonar atividades atômicas em troca de incentivos

Agências internacionais,

02 de agosto de 2008 | 15h53

O Irã não irá abrir mão de seus direitos nucleares, anunciou o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad neste sábado, 2, último dia do prazo estipulado pelas nações ocidentais para que país respondesse à uma proposta para o fim de seus atividades atômicas em troca de incentivos. O pronunciamento de Ahmadinejad foi publicano no site oficial da Presidência após conversas em Teerã com o presidente sírio Bashar al-Assad.   Veja também: Especial: o programa nuclear iraniano  Diálogo entre EUA e Irã é um retrocesso, diz general   "Qualquer negociação que participamos é inequivocadamente com o objetivo de concretizar os direitos nucleares do Irã, e a nação iraniana não recuará nem um pouco em relação aos seus direitos", afirmou o comunicado de Ahmadinejad. Em junho, Estados Unidos, China, Rússia, Reino Unido, França e Alemanha ofereceram vantagens econômicas para o Irã interromper o enriquecimento de urânio. A União Européia ofereceu o fim das sanções impostas pela ONU ao Irã, caso o país abandonasse seu projeto nuclear.   O presidente iraniano acrescentou que Assad teria dito que, com base em acordos internacionais, todos os países, incluindo o Irã, possuem o direito de enriquecer urânio e de possuir usinas de energia nuclear.   A Casa Branca já alertou que poderia impor novas sanções se Teerã rejeitasse a oferta. Segundo o site da Presidência, Assad afirmou que a Síria apóia firmemente o Irã, e que não irá mudar essa posição.   Teerã já havia rejeitado a suspensão dos trabalhos no passado, o que fez o país receber três rodadas de sanções da ONU desde 2006. Os Estados Unidos e a União Européia acusam o Irã de buscar armas nucleares com seu programa atômico. O governo iraniano insiste que o projeto tem fins pacíficios.   Antes das declarações de Ahmadinejad, o ministro de Relações Exteriores da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, havia pedido ao Irã que desse uma "resposta clara" à proposta oferecida pela comunidade internacional e "parasse de brincar."  

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