Irã não pode criar corrida nuclear, diz ministro britânico

David Miliband disse que a comunidade internacional oferece ajuda econômica e tecnológica ao país

EFE,

07 de setembro de 2007 | 11h43

O ministro das Relações Exteriores britânico, David Miliband, disse nesta sexta-feira, 7, que o Irã "não tem direito de criar uma nova corrida nuclear no Oriente Médio", e lembrou que a comunidade internacional pode adotar sanções se continuar "apoiando a proliferação nuclear, enfrentando o resto do mundo".   Em um café da manhã em Madri organizado pelo Real Instituto Elcano, Miliband apostou em continuar utilizando "o canal diplomático" com Teerã, cujo empenho em apoiar a proliferação nuclear criou uma "situação muito perigosa".   "Considero o Irã como um país muito culto, com uma história fantástica, que deveria ser um membro orgulhoso e respeitado pela comunidade internacional, e que deveria ser uma potência econômica também, mas esta determinação de continuar apoiando a proliferação nuclear, enfrentando o resto do mundo, é algo muito negativo", Acrescentou.   O chefe da diplomacia britânica ressaltou que há uma oferta econômica e tecnológica "muito importante" para esse país, se desistir da via nuclear. "Daremos um prêmio importante por sua participação na comunidade internacional", disse Miliband, que ressaltou que todos os países da União Européia (UE) estão de acordo em que a comunidade internacional deve estar unida nesta situação, "e por isso está falando de uma terceira resolução e de sanções".   Iraque   Sobre a situação no Iraque e perguntado pela retirada das tropas britânicas de Basra, respondeu que as decisões de seu governo "se baseiam na situação em Basra, não em Bagdá", e ressaltou que o "objetivo claro" de Londres é que o Iraque "seja governado pelos iraquianos". Nesse sentido, considerou que, à medida que vá aumentando a capacidade das forças iraquianas para assumir o controle de seu território, deverão fazer isso, e garantiu que as tropas britânicas permanecerão ali até então.   Miliband reconheceu que a decisão de invadir o Iraque "dividiu profundamente a sociedade britânica", mas apostou em olhar agora para o futuro, porque, atualmente, é possível conseguir a unidade internacional "sem colocar nada em perigo".   Também insistiu na importância de que israelenses e palestinos aproveitem a oportunidade para a paz no Oriente Médio, e advertiu que o tempo corre contra a "solução de dois Estados, com um Israel seguro e um Estado palestino viável".

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