Irã não tem planos de libertar dois americanos, diz chanceler de Omã

País mediou libertação de Sarah Shourd nesta semana; jovens estão presos há mais de um ano em Teerã

AP,

17 de setembro de 2010 | 20h20

MASCATE- O ministro de Exteriores do Omã, Yusuf bin Alawai, informou nesta sexta-feira, 17, que não tem conhecimento de nenhum plano do Irã para libertar dois americanos acusados de espionagem presos em Teerã, mas disse que seu país continua disposto a servir como intermediário entre os Estados Unidos e Irã.

 

Veja também:

linkAmericana libertada pelo Irã planeja dar coletiva de imprensa em NY

 

O sultanato do Golfo Pérsico teve um papel fundamental na libertação da americana Sarah Shourd, que havia sido presa com Josh Fattal e Shane Bauer há mais de um ano após cruzar acidentalmente a fronteira do Iraque com o Irã. Seus companheiros continuam detidos em Teerã, acusados de espionagem.

 

Os familiares dos americanos consideram que a libertação de Sarah aumenta as expectativas de que os outros dois também sejam soltos.

 

"A libertação de Sarah nos deu uma nova esperança de que isso é preâmbulo para a libertação de Shane e Josh muito em breve", disse nessa sexta a mãe de Fattal, Laura.

 

As mães dos presos e o Departamento de Estado americano pediram que o presidente Mahmoud Ahmadinejad traga os dois americanos quando for a Nova York para a Assembleia Geral da ONU, na semana que vem.

 

O chanceler do Omã, no entanto, negou indícios de qualquer acordo nesse sentido. "Nós gostaríamos de encontrar uma maneira de ajudar", disse Alawai por telefone a Associated Press. Mas "nesse momento não há planos para que os outros prisioneiros sejam libertados", acrescentou.

 

Em Washington, a secretária de Estado Hillary Clinton disse a jornalistas que os Estados Unidos estão "completamente comprometidos com o regresso de Josh e Shane" e pediu que Teerã os deixe partir.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.