Irã nega compra clandestina de urânio no Casaquistão

Representação diplomática iraniana acusa 'interesses políticos das potências imperialistas'

Efe,

30 de dezembro de 2009 | 12h15

O Irã negou nesta quarta-feira, 30, as informações surgidas na imprensa de que pretendia comprar 1,35 tonelada de pedra de urânio de forma clandestina no Casaquistão. "É uma informação falsa que faz parte da rede de polêmicas a serviço dos interesses políticos das potências imperialistas", afirmou a representação diplomática do Irã em Nova York, em comunicado divulgado hoje pela agência de notícias iraniana Irna.

 

"Este tipo de esforço é vão e não poderá impedir que um país-membro e comprometido com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) alcance seu propósito de fomentar um desenvolvimento permanente a favor do bem-estar de seu povo", disse.

 

A representação diplomática iraniana reagia, assim, a uma informação divulgada por uma agência de notícias americana denunciando esta suposta compra clandestina de urânio.

 

Grande parte da comunidade internacional, com os Estados Unidos à cabeça, acusa o Irã de esconder sob seu programa nuclear civil outro de natureza clandestina e aplicações bélicas, cujo objetivo seria a aquisição de armas atômicas, alegação que o regime iraniano nega.

 

A polêmica se intensificou no final deste ano, depois que o Irã solicitou combustível nuclear para seu reator civil em Teerã e rejeitou uma oferta dos Estados Unidos, França e Rússia para enviar ao exterior seu urânio a 3,5%, e recuperá-lo depois enriquecido a 19,5%.

 

O regime iraniano advertiu várias vezes que, se não recebesse o referido combustível nuclear, adquirirá o mesmo por seus próprios meios.

Tudo o que sabemos sobre:
IrãCazaquistãouranio

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.