Irã nega rumores surgidos no mercado sobre acordo nuclear

Uma importante autoridade do Irãnegou, na terça-feira, os boatos surgidos nos mercados depetróleo, e citados por alguns investidores, de que o paíshavia selado com os EUA um acordo sobre seu controversoprograma nuclear. O preço do petróleo caiu mais de 9 dólares, para menos de136 dólares o barril, em meio a rumores de que os governosiraniano e norte-americano haviam chegado a um acordo. O valordo combustível bate recordes diante de uma crescentepreocupação com a saúde da economia dos EUA. "Tais notícias (sobre um acordo) não passam de uma guerrapsicológica com o intuito de minar as negociações (entre o Irãe potências mundiais). O Irã nunca abrirá mão de seus direitoslegítimos", afirmou a autoridade à Reuters. O país islâmico costuma dizer que o enriquecimento deurânio é um direito seu. A atividade integra um programanuclear que, para os EUA e outros países, não pode mais serampliado. As potências envolvidas no processo -- Estados Unidos,Grã-Bretanha, França, Alemanha, Rússia e China -- ofereceram umpacote de incentivos em várias áreas (incluindo as de energianuclear e comércio) a fim de convencer o Irã a abrir mão doenriquecimento de urânio, um processo que, segundo tememaqueles países, os iranianos desejam dominar para fabricarembombas atômicas. O principal negociador do Irã para o setor nuclear, SaeedJalili, e Javier Solana, chefe da área de política externa daUnião Européia (UE), devem se reunir em Genebra, no sábado, afim de discutir o pacote mais recente. Esse, no entanto, é apenas um encontro preparatório e não oinício de um processo formal de negociação. As potências envolvidas dizem que o Irã precisa suspender oenriquecimento de urânio antes da abertura de negociaçõesoficiais. E, para garantir a realização de conversaspreliminares, o país islâmico foi instado a paralisar osesforços de ampliação de seu programa nuclear ao mesmo tempo emque o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas(ONU) suspenderia as manobras para adotar novas sanções. O governo iraniano, no entanto, tem rejeitado a exigênciasobre suspender o enriquecimento de urânio e não deu sinais deque estar pronto para congelar a ampliação de seu programa. O Irã, quarto maior exportador de petróleo do mundo,insiste que seu programa nuclear visa apenas à geração deeletricidade e não à fabricação de bombas atômicas. (Reportagem de Parisa Hafezi)

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