Irã pede ação de muçulmanos sobre assentamentos em Jerusalém

Expansão israelense destrói locais islâmicos e cristãos, segundo chanceler

Reuters

26 de março de 2010 | 07h24

TEERà- O Irã criticou nesta sexta-feira, 26, os planos israelenses para os assentamentos na Jerusalém Oriental ocupada, afirmando que os muçulmanos ao redor do mundo precisam agir.

"A expansão de assentamentos israelenses, a destruição de locais islâmicos e cristãos e a construção de sinagogas em larga escala mostram os planos sionistas de acelerar a judaização de Jerusalém Oriental e, infelizmente, isso é aprovado por autoridades americanas", disse o ministro do Exterior do Irã, Manouchehr Mottaki, em comentários divulgados pela rádio estatal iraniana.

"Isso elevou o alarme para todas as pessoas ao redor do mundo e dobrou a necessidade para que os muçulmanos e outros países ajam seriamente", afirmou, acrescentando que a Liga Árabe, composta por 22 países, deve adotar uma posição forte em uma reunião na Líbia nesse fim de semana.

 

Anúncios do governo de Israel de novos projetos de construção em Jerusalém Oriental atrapalharam os planos dos EUA de fazer com que palestinos e israelenses voltem para a mesa de negociações.

 

A região, capturada pelo Estado judeu numa guerra em 1967, é um dos principais pontos em desacordo para a retomada do diálogo. Os israelenses consideram Jerusalém Oriental como seu território e não querem fazer concessões, enquanto os palestinos reclamam a porção leste da cidade como a capital de seu futuro Estado.

Autoridades dos EUA têm tentado persuadir Israel a suspender novos projetos em Jerusalém Oriental e a discutir questões-chave, como suas fronteiras e o status de Jerusalém, como parte de negociações indiretas com os palestinos.

O Irã trava uma disputa com os EUA e seus aliados, inclusive alguns países árabes, sobre seu programa de energia nuclear, que, eles temem, permitirá a Teerã desenvolver armas nucleares. O Irã afirma não ter essa intenção.

Israel afirma considerar um Irã com armas nucleares como uma ameaça à sua existência e analistas afirmam que Israel, país que acredita-se ter armas nucleares, poderia realizar ataques em locais iranianos.

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