Irã pede ajuda ao Paquistão para apanhar 'terroristas'

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, pediu nesta segunda-feira por telefone a seu colega paquistanês, Asif Ali Zardari, que ajude a prender os responsáveis pelo atentado suicida de domingo contra a Guarda Revolucionária iraniana, que matou 42 pessoas.

REUTERS

19 de outubro de 2009 | 11h18

"Irã e Paquistão têm desfrutado de laços fraternais... mas a presença de elementos terroristas no Paquistão exigira a assistência do governo do Paquistão na rápida detenção desses terroristas", disse Ahmadinejad, segundo a agência estatal de notícias Irna.

"Confrontar os criminosos terroristas é uma necessidade e deve ocorrer com uma cooperação conjunta e o estabelecimento de um cronograma", disse a Irna.

Zardari disse que os terroristas também cometeram muitos crimes contra o Paquistão, razão pela qual seu governo iniciou "grandes operações" contra eles.

O atentado de domingo ocorreu no sudeste do Irã, perto da fronteira com o Paquistão, e a imprensa local diz que o grupo Jundollah, que teria assumido a autoria, opera a partir do território paquistanês.

No domingo, Ahmadinejad disse que "alguns agentes de segurança" no Paquistão estão cooperando com elementos responsáveis pelo ataque. O comandante da Guarda Revolucionária disse na segunda-feira que o Jundollah tem ligações com os serviços de inteligência dos EUA, da Grã-Bretanha e do Paquistão. Ele prometeu "retaliações" contra norte-americanos e britânicos.

((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))

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