Irã pede que negociadores revisem 'política de enfrentamento'

Chancelaria diz que está cooperando com Agência Nuclear da ONU, mas Ocidente permanece cético

Reuters e Efe,

24 de agosto de 2009 | 07h38

O Ministério do Relações Exteriores do Irã afirmou nesta segunda-feira, 24, que o país seguirá cooperando com a agência nuclear da ONU, o que aparentemente confirma que Teerã permitiu o acesso de inspetores a um reator em construção após anos de proibição das visitas. Porém, o porta-voz da chancelaria, Hassan Qashqavi, pediu ao grupo de países formado pelos membros permanentes do Conselho de Segurança mais a Alemanha, que revisem "sua política de enfrentamento" em relação ao conflituoso programa nuclear iraniano.

 

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A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) deve divulgar nesta semana um relatório sobre o polêmico programa nuclear iraniano. Na semana passada, diplomatas ligados à agência disseram que o Irã havia permitido o acesso da AIEA ao reator de água pesada de Arak. A agência havia solicitado o acesso para verificar se o local em construção servirá somente para fins pacíficos. Diplomatas disseram também que o Irã recentemente permitiu um reforço no monitoramento da unidade de enriquecimento de urânio de Natanz.

 

As medidas foram recebidas com ceticismo no Ocidente, que suspeita que o Irã quer produzir bombas nucleares. Teerã afirma que o programa serve somente para a geração de eletricidade. Os países negociadores devem se reunir na primeira semana de setembro para estudar o conflito com o Irã.

 

Em sua entrevista coletiva semanal, o funcionário iraniano qualificou também de fracassada a política de sanções e ressaltou que o desejo do Irã é continuar a cooperação com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). "Nada pode impedir o Irã de conseguir seus direitos legítimos, portanto, é melhor que a outra parte adote uma política de diálogo em vez de uma política de confronto", disse.

 

Neste sentido, o porta-voz da diplomacia iraniana insistiu em que a política destinada a intensificar as sanções contra o Irã "fracassou". "A AIEA deve agir de forma legal e evitar qualquer postura política", afirmou.

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