Irã pedirá revisão do TNP em conferência nuclear de Nova York

República Islâmica pressionará potências por desarmamento previsto em artigo do tratado

Efe

18 de abril de 2010 | 16h38

TEERÃ - O Irã promoverá a necessidade de revisar alguns protocolos do Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP) na reunião internacional que será realizada em maio em Nova York, anunciou neste domingo, 18, o ministro de Assuntos Exteriores, Manoucher Mottaki.

 

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O chefe da diplomacia iraniana afirmou que apresentará aos EUA a conclusões da conferência internacional sobre o desarme nuclear celebrada durante este fim de semana em Teerã. "Um dos pontos acordados na conferência de Teerã pleiteia a necessidade de revisar o Tratado de Não-Proliferação Nuclear na cúpula que ocorrerá em Nova York", disse o chanceler.

 

Mottaki ainda disse que o Irã pressionará as grandes potências para que também deixem suas armas nucleares. "Destacaremos o esquecido artigo seis do TNP, que exige o desarmamento nuclear de todos os países signatários", detalhou o chanceler.

 

O chefe da diplomacia iraniana ainda negou que o encontro de Teerã foi uma réplica à conferência realizada em Washington, para a qual o Irã não foi convidado. "A conferência de Teerã não é um projeto contra outro plano, mas um processo e uma convocação geral para convidar o mundo a cumprir os compromissos assumidos", finalizou o iraniano.

 

Mottaki também falou sobre a reunião que o grupo formado por EUA, Rússia, China, Reino Unido, França e Alemanha realizará na segunda-feira para discutir a possibilidade de impor novas sanções ao Irã pelas suspeitas sobre as intenções de seu programa nuclear.

 

O ministro reiterou que seu país ainda acredita na troca de combustível nuclear com o Ocidente, caso sejam respeitados os direitos do Irã, e considerou viável "chegar a um acordo e colocá-lo em andamento em duas semanas".

 

Ação americana

 

Os EUA dispõem de várias opções para atrasar o programa nuclear do Irã, mas um potencial ataque seria a última dessas alternativas, disse neste domingo, 18, o chefe de Estado Maior americano, o almirante Mike Mullen, maior autoridade militar do país.

 

"As opções militares teriam grande eficácia em atrasar o programa nuclear. Mas essa não é minha decisão. É do presidente. Mas na minha opinião, a última opção é um ataque", disse Mullen a repórteres na Universidade de Columbia em, Nova York.

 

As potências ocidentais alegam que o Irã não coopera com as investigações da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) sobre seu programa nuclear e creem que a República Islâmica mantenha o projeto para produzir armas nucleares. O governo de Teerã, porém, nega e diz que enriquece urânio para fins pacíficos.

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