Irã permitirá à delegação suíça checar americanos presos

Atitude é vista como um gesto conciliatório dos islâmicos dois dias antes da reunião com Conselho de Segurança

Associated Press,

29 de setembro de 2009 | 13h19

Autoridades militares dos EUA disseram nesta terça-feira, 29, que o Irã notificou o governo da Suíça de que os europeus poderão checar a situação de três americanos que estão detidos no país islâmico desde julho por entrarem no território iraniano ilegalmente.

 

A atitude é vista como um gesto conciliatório por parte do Irã, já que ocorre dois dias antes da reunião do país islâmico com o Conselho de Segurança da ONU e a Alemanha para tratar de seu programa nuclear.

 

O governo suíço representa os interesses dos EUA em Teerã, desde que os americanos não mantêm mais relações diplomáticas com o país árabe. Dois funcionários do governo americano disseram que o Irã notificou a Suíça que seus serviços consulares serão necessários, o que significa que eles poderão encontrar os americanos para verificar sua condição. Os funcionários pediram para não ser identificados.

 

O porta-voz do Ministério do Exterior suíço, Adrian Sollberger, se recusou a comentar o comunicado.

 

Os três americanos presos são Joshua Fattal, Shane Bauer, e Sarah Shourd. Desde que foram detidos, suas famílias não tiveram nenhum contato com eles ou qualquer informação além de sua prisão.

 

No dia 22 de setembro, o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, disse que pediria à justiça de seu país para não abandonar o processo e "cuidar do caso com extrema cautela". A declaração de Ahmadinejad foi feita em Nova York, antes da Assembleia Geral da ONU, é motivo de esperança para os familiares dos americanos.

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