Irã: Plano dos EUA para Oriente Médio está fadado ao fracasso

Para líder do Parlamento, novo processo de paz será como antigos; Casa Branca não deve 'se enganar' com Israel

Efe,

18 de maio de 2009 | 18h26

O novo plano de paz para o Oriente Médio que os Estados Unidos poderiam apresentar nos próximos dias "está fadado ao fracasso, como todos os anteriores", afirmou nesta segunda-feira, 18, o presidente do Parlamento iraniano, Ali Larijani. Em declarações reproduzidas pela agência de notícias Fars, o responsável iraniano advertiu também aos Estados Unidos de que não se deixem "enganar" por Israel.

 

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"Se os sionistas querem levar a nova administração dos Estados Unidos em direção a uma paz falsa e irreal na região através de um engano, devem saber que é um passo rumo ao inferno", afirmou. "Os muçulmanos não permitirão que um de seus locais sagrados perca sua identidade", explicou.

 

Segundo veículos de comunicação internacionais, os EUA preparam, junto a Israel e alguns países árabes, um novo plano de paz baseado na oferta da Arábia Saudita de reconhecimento do Estado judeu em troca da retirada israelense em direção às fronteiras de 1967.

 

O plano, que poderia ser revelado durante a visita que o presidente americano, Barack Obama, fará o Egito em 4 de junho, incluiria um novo status para Jerusalém. "Alguns querem que Jerusalém seja uma simples lugar religioso, este plano é pior que o de Annapolis", afirmou Larijani durante a abertura da conferência "Palestina: dever das nações", realizada nesta segunda em Teerã.

 

Sobre isso, o Irã advertiu os países árabes das consequências negativas de apoiar a nova proposta através de canais não oficiais. "Estes Estados e sistemas políticos devem saber que embarcar nesse tipo de jogo só acelerará sua queda", afirmou o presidente do Parlamento iraniano, considerado um dos principais assessores do líder supremo da Revolução iraniana, aiatolá Ali Khamenei.

 

Além disso, advertiu os Estados Unidos para que fiquem alerta para não ficar presos nas redes do sionismo. "Se (Obama) quer mudar as políticas, deve reconhecer o Estado palestino", disse.

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