Irã pode ter bomba em 2 anos, diz chefe de espionagem de Israel

As sanções não atrasaram o programa nuclear iraniano e a República Islâmica poderá produzir bombas em até dois anos, disse o novo chefe da espionagem israelense nesta terça-feira.

DAN WILLIAMS, REUTERS

25 de janeiro de 2011 | 19h11

Os comentários do general Aviv Kochavi, chefe de inteligência militar, parecem querer firmar autoridade em relação à agência espiã rival Mossad, cujo atual chefe disse neste mês que o Irã não teria armas nucleares antes de 2015.

"As sanções tiveram um impacto na economia iraniana, mas não tiveram impacto no programa nuclear iraniano", disse Kochavi em sua primeira audiência ao painel parlamentar de defesa israelense, segundo seu porta-voz.

"A questão não é quando o Irã terá uma bomba mas em quanto tempo até que o supremo líder decida elevar" o enriquecimento de urânio, disse Kochavi, se referindo ao atual programa iraniano de baixo enriquecimento de urânio que, segundo Teerã, é para a obtenção de energia.

"A partir da infraestrutura deles e o conhecimento técnico e o urânio que eles têm, entre um ano e dois após ele tomar essa decisão, eles terão armas nucleares".

Autoridades ocidentais tendem a ver o potencial da capacidade militar nuclear iraniana para meados da década --seja devido às políticas do Irã, sabotagem externa ou sanções lideradas pelos EUA que estariam afetando seus recursos e fornecimento.

"A análise mais recente é a de que as sanções têm funcionado. Elas tornaram muito mais difícil para o Irã perseguir com sua ambição nuclear", disse a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, em 10 de janeiro.

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