Irã posterga cegueira proposital de homem em punição a crime

O Irã postergou a cegueira forçada de um homem condenado por ter jogado ácido no rosto de uma mulher em 2004, informou neste sábado a agência de notícias semi-oficial Fars.

REUTERS

14 de maio de 2011 | 11h49

Um tribunal sentenciou Majid Mohavedi em 2008 por ter tirado a visão de Ameneh Bahrami, ao jogar ácido em seu rosto depois de ela ter rejeitado um pedido de casamento.

Sob a lei islâmica vigente no Irã, imposta depois da revolução de 1979, a qesas (retribuição) é permitida em casos nos quais há ocorrência de ferimentos corporais.

"A punição de Majid tinha sido agendada para este sábado, em um hospital, mas foi postergada," disse à Fars uma autoridade que não quis se identificar. A fonte não deu mais detalhes.

Em 2004, Mohavedi jogou ácido no rosto de Bahrami, cegando ambos os olhos a mulher de 24 anos, formada em eletrônica e que se recusou a casar com ele, apesar de várias tentativas por parte da família do agressor. Os parentes são considerados cúmplices do ataque.

Bahrami, cujas mãos, pescoço e rosto foram desfigurados pelo ataque, afirmou não querer vingança, mas "impedir que isso ocorresse com outra pessoa."

Mahavedi se apresentou à polícia e confessou o crime em 2005.

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