AP Photo/Ebrahim Noroozi
AP Photo/Ebrahim Noroozi

Irã prende mais sete suspeitos de coordenar ataques em Teerã

Na quarta-feira, 7, os ataques na capital iraniana deixaram 17 mortos, na primeira ação do Estado Islâmico no país

Agência Estado

10 de junho de 2017 | 09h00

TEERÃ, IRA- Autoridades do Irã já prenderam dezenas de supostos membros do Estado Islâmico, na luta contra o grupo extremista após os mortíferos ataques desta semana no coração da capital iraniana. Neste sábado, 10, foram detidas mais sete pessoas acusadas de darem apoio aos autores do ataque, segundo o site da televisão estatal.

As prisões ocorreram na província de Alborz, no norte iraniano. Na sexta-feira, o Ministério da Inteligência informou que 41 pessoas já haviam sido colocadas sob custódia, mas sem indicar se elas estavam envolvidas no ataque coordenado da quarta-feira que deixou 17 mortos, na primeira ação do Estado Islâmico em solo iraniano. Os cinco autores do ataque foram mortos.

O governo iraniano disse que recebeu a cooperação de famílias de alguns dos supostos militantes detidos na sexta-feira. Ele informou também ter capturado um grande número de armas, materiais para fabricação de bombas, cintos explosivos e aparelhos de comunicação, além de ter identificado vários esconderijos no noroeste iraniano.

Os ataques da quarta-feira foram realizados por homens armados e suicidas em dois locais muito protegidos de Teerã: o Parlamento e o mausoléu do aiatolá Ruhollah Khomeini, líder da Revolução Iraniana de 1979 e fundador da República Islâmica. O Estado Islâmico reivindicou a responsabilidade pela ação e no dia seguinte autoridades locais disseram acreditar que o grupo de fato estava por trás do ataque.

Um grupo muçulmano sunita fundamentalista, o Estado Islâmico vê os xiitas como apóstatas. Em mensagem, o grupo afirmou que os ataques da quarta-feira eram "o início de operações ainda maiores que faremos no Irã", segundo a agência de notícias Amaq.

O episódio deve aumentar a pressão sobre o presidente Hassan Rouhani para que ele acabe com falhas na segurança no país. A poderosa Guarda Revolucionária afirmou que a culpa pelo ataque recai no fim das contas sobre a Arábia Saudita, principal rival regional de Teerã. A Guarda Revolucionária acusa os sauditas de apoiarem o terrorismo. O ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita, Adel al-Jubeir, negou as alegações e condenou os ataques.

*Fonte: Dow Jones Newswires.

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