Petros Karadjias/AP
Petros Karadjias/AP

Irã prende mais ativistas; Parlamento pede 'castigo máximo'

A Câmara criticou a postura do presidente americano, Barack Obama, que condenou a repressão

EFE,

29 de dezembro de 2009 | 11h16

As forças de segurança iranianas detiveram vários ativistas da oposição, incluindo Noushin Ebadi, irmã da advogada e Prêmio Nobel da Paz iraniana Shirin Ebadi, informou o site Jaras.

 

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Segundo o site, administrado pela oposição, a própria advogada explicou que "quatro membros dos serviços de inteligência foram às 21h (14h30 de Brasília de ontem) no domicílio da minha irmã e a levaram detida".

 

De acordo com a fonte, Noushin Ebadi é professora de medicina e não realiza atividades políticas.

As forças de segurança iranianas detiveram mais de dez partidários e ativistas da oposição após os sangrentos confrontos ocorridos no domingo, em Teerã, entre a polícia e grupos opositores.

 

Sites administrados pela oposição anunciaram na segunda-feira a detenção de dois colaboradores do ex-presidente reformista Mohamad Khatami e de três assessores do ex-primeiro-ministro e líder do movimento de oposição, Mir Hussein Moussavi.

 

Além disso, informaram sobre a detenção de um ativista dos direitos humanos e de Ibrahim Yazdi, ex-ministro iraniano de Assuntos Exteriores no primeiro Governo posterior à revolução de 1979.

Hoje, o site opositor Rahesabz anuncia a suposta detenção de três jornalistas iranianos e de uma ativista dos direitos humanos.

 

Nenhuma das informações pode ser corroborada por outros meios de comunicação, já que o governo iraniano proibiu a imprensa internacional de trabalhar no terreno e cobrir as manifestações da oposição.

 

Castigo

 

O Parlamento iraniano pediu o máximo castigo possível para os responsáveis dos distúrbios e confrontos de domingo em Teerã entre as forças de segurança e grupos de opositores, informou a televisão iraniana em árabe Alalam.

 

Segundo a fonte, os deputados condenaram os "deploráveis comentários" do Ocidente a respeito e tacharam de "antirreligiosos e antirrevolucionários" os que causaram os distúrbios, nos quais oito pessoas morreram, segundo números oficiais.

 

"O Parlamento quer que o Poder Judiciário e os corpos de inteligência detenham aqueles que insultaram a religião e lhes imponham o castigo máximo", disse o presidente da Câmara, Ali Larijani, segundo a informação oferecida pelo site Alalam.

 

Além disso, pediu que os líderes da oposição reformista "se afastem do caminho" daqueles que se inclinaram para os distúrbios.

 

"Esperamos que estes cavalheiros que protestaram contra as eleições despertem e se afastem, claramente, do caminho deste movimento mal-intencionado e não façam novas declarações", acrescentou Larijani, citado também pela agência Ilna.

 

Da mesma maneira, a Câmara criticou a postura do presidente americano, Barack Obama, e lhe pediu que não tentasse intervir nos assuntos internos do Irã.

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