Irã processará sites que 'insultaram' Ahmadinejad

Presidente foi criticado por veículos cujos donos integram sua base aliada conservadora

Associated Press,

15 de dezembro de 2009 | 11h36

O promotor de Teerã processará dois sites e seus criadores por insultar o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, informou nesta terça-feira, 15, a televisão estatal iraniana.

 

O processo se dirige aos sites conservadores Jahannews e Alef. O linha-dura Ahmadinejad tem enfrentado frequentemente críticas de seus próprios aliados conservadores, que o veem como um poder monopolizador.

 

A medida é parte das atitudes do governo para conter a isntabilidade no país desde os tumultos pós-eleitorais de junho. Inicialmente, a campanha da gestão de Ahmadinejad se direcionava somente a opositores e pró-reformistas, que alegavam que o presidente havia sido reeleito por meio de fraude, mas agora está se estendendo para a base aliada dos conservadores.

 

O site Alef pertence ao parlamentar Ahmad Tavakoli, que tem criticado o presidente ultimamente e no ano passado liderou uma campanha contra seu então ministro do Interior, que renunciou após revelarem que seu doutorado pela universidade britânica de Oxford era falso.

 

Já o site Jahannews afirmou em outubro que Ahmadinejad ajudou a fomentar os distúrbios pós-eleitorais com sua retórica contra os oponentes.

 

A televisão afirmou que o promotor Abbas Dowlatabadi estava "abrindo o processo" contra as publicações por insultar o presidente. Não ficou claro se ele tentaria fechar os sites ou confiscar a licença de seus proprietários.

 

O Irã tem sofrido com a censura à imprensa. Desde 2000, centenas de jornais, revistas e sites foram fechados e jornalistas e blogueiros foram detidos. Os correspondentes internacionais também foram proibidos de cobrir manifestações neste ano.

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