Irã proíbe mídia estrangeira de cobrir protesto de estudantes

O Irã anunciou neste sábado que a imprensa estrangeira está proibida de fazer reportagens sobre uma manifestação estudantil programada para a próxima semana, que as autoridades temem que possa se tornar uma repetição dos protestos contra a contestada eleição presidencial de junho.

REUTERS

05 de dezembro de 2009 | 17h58

A polícia e a importante Guarda Revolucionária alertaram que qualquer protesto "ilegal" na segunda-feira, Dia do Estudante, será combatido com firmeza. A data marca a morte de três estudantes em 1953 sob o regime do antigo xá.

"Todas as permissões concedidas à mídia estrangeira para cobrir notícias em Teerã estão revogadas entre 7 de dezembro e 9 de dezembro", disse o departamento de mídia internacional do Ministério da Cultura, neste sábado, em mensagem SMS enviada aos celulares de jornalistas, fotógrafos e cinegrafistas que trabalham como correspondentes estrangeiros no Irã.

Nos últimos dias, conexões de Internet em Teerã estiveram muito lentas ou totalmente fora de serviço. Uma autoridade do Ministério das Telecomunicações disse à Reuters que o acesso à Internet e as linhas de telefones celulares serão desabilitadas na segunda-feira.

Após a eleição de 12 de junho que reelegeu o presidente linha dura Mahmoud Ahmadinejad por uma margem apertada, seus oponentes reformistas acusaram o governo de fraude e milhares de iranianos foram às ruas em protesto, na maior manifestação popular do país nos últimos 30 anos.

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