Irã proíbe publicações reformistas, diz agência

Duas publicações iranianas que divulgavam artigos críticos às políticas do presidente Mahmoud Ahmadinejad foram fechadas na segunda-feira, informou a agência estatal de notícias Irna.

REUTERS

05 Setembro 2011 | 18h52

A revista semanal Shahrvand-e Emrouz foi acusada de violar as leis de imprensa, disse a Irna sem entrar em detalhes, e o jornal diário Rouzegar foi suspenso durante dois meses por publicar "propaganda contra as instituições e... questões sigilosas do país", relatou a agência.

Ambos os veículos já tiveram suas licenças suspensas anteriormente, mas acabaram voltando a circular com seus nomes atuais.

Analistas dizem que a repressão a essas publicações é uma forma de tentar silenciar críticos e de evitar uma nova onda de protestos como a que aconteceu no Irã depois da polêmica reeleição de Ahmadinejad, em 2009. O Irã terá eleições parlamentares em novembro.

O líder supremo do país, aiatolá Khamenei, disse na semana passada que a eleição de março pode acarretar riscos à segurança nacional, e pediu união dos iranianos.

Desde 2000, o Irã já fechou mais de cem publicações reformistas, muitas vezes acusando-as de serem "peões do Ocidente".

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