Irã promete responder à AIEA sobre verificação nuclear

Prazo para esclarecimento é de quatro semanas; país quer acelerar implementação de medidas

Efe

13 de janeiro de 2008 | 15h35

O Irã prometeu responder, em um prazo de quatro semanas, à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), sobre as medidas de verificação de suas atividades nucleares durante a visita do diretor-geral da entidade, Mohamed ElBaradei, a Teerã durante os dias 11 e 12 deste mês.  Segundo a porta-voz da Agência, Melissa Fleming, ElBaradei se reuniu com autoridades do Governo iraniano, incluindo o líder supremo, o Aiatolá Ali Khamenei, para tratar da maneira de acelerar a implementação de garantias e de outras medidas que gerem confiança. ElBaradei ressaltou que a execução de um plano de trabalho estabelecido entre a AIEA e o Irã progrediu em agosto, e nesta viagem foi estabelecido um acordo para fixar um calendário em que sejam aplicadas as medidas de verificação pendentes, que deverão ser concluídas em quatro semanas. O diretor-geral também discutiu com os participantes iranianos a importância dos protocolos adicionais sobre as atividades nucleares e outras medidas que gerem confiança exigidas pelo Conselho de Segurança da ONU. Além disso, Irã forneceu à AIEA informações sobre suas atividades relacionadas com o desenvolvimento de uma nova geração de materiais para o enriquecimento de urânio, um processo que pode ser tanto para uso civil como militar. Vários países ocidentais, principalmente os Estados Unidos, o Reino Unido e alguns membros da União Européia (UE), pressionaram Teerã para que coopere com a Agência e revele seu programa nuclear, sobre o qual paira a suspeita de uso para fins militares. O assessor iraniano internacional de Energia Atômica, Moammed Saidi, comentou, durante a visita de ElBaradei, que a cooperação entre a AIEA e o Irã entrou em uma "nova fase". Bush no Oriente Médio Em um discurso em Dubai, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, acusou neste domingo o Irã de ser o principal patrocinador do terrorismo no mundo e disse que fortalecerá suas relações militares com os países do Golfo Pérsico para isolar o país.  Na capital dos Emirados Árabes Unidos, Bush afirmou ainda que o Governo de Teerã gasta "centenas de milhões de dólares" para financiar grupos terroristas como o Hamas e a Jihad Islâmica, e que dá armas aos talibãs e às milícias xiitas no Iraque.

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