Irã propõe tribunal para julgar 'criminosos internacionais'

Ahmadinejad diz que instituição é necessária e critica ONU por 'inércia' diante das ações do governo de Israel

Efe,

04 de dezembro de 2007 | 08h57

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, propôs nesta terça-feira, 4, a criação de um tribunal internacional islâmico para julgar "os criminosos que cometem agressões contra os povos e ameaçam a humanidade". A proposta foi feita durante a reunião dos chefes do Poder Judiciário dos países islâmicos, inaugurada nesta terça em Teerã.   No encontro, o presidente iraniano pediu uma "constante cooperação e troca de opiniões entre os sábios muçulmanos a respeito dos sistemas jurídicos" de seus respectivos países. "Já é uma necessidade a criação de um tribunal internacional islâmico que persiga e julgue aquelas pessoas que cometem crimes contra os povos e crimes de guerra, e ameaçam a humanidade", disse Ahmadinejad em discurso na reunião. "O mundo de hoje precisa mais do que nunca de justiça", acrescentou.   O presidente iraniano criticou ainda as Nações Unidas por "sua inércia diante das ações do regime sionista (Israel)" nos territórios palestinos.   Ahmadinejad também afirmou a necessidade de criar um tribunal que seja responsável por estudar os problemas entre os Estados islâmicos para que "não precisem ir às entidades judiciais estrangeiras" a fim de solucionar suas divergências.   "Lamentamos que, nas relações internacionais, muitos (países) se afastaram da justiça sob pressão e arrogância de algumas potências que não têm nenhum compromisso com a justiça", disse Ahmadinejad.   "Estamos vendo o resultado desta situação no Iraque, Afeganistão e Palestina, onde morreram milhares e milhares de pessoas, e os territórios continuam ocupados", acrescentou.

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